Nos dicionários brasileiros plágio é “ato ou efeito de plagiar; apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual etc. produzido por outrem.” (HOUAISS, 2009). Esta concepção é comum ao Novo Dicionário da Língua Portuguesa que considera “assinar ou apresentar como seu (obra artística ou científica de outrem). Imitar (trabalho alheio).” (FERREIRA, 1986).
Etimologicamente, o estudo de Chistofe (1996) cita autores que atribuem o termo à expressão grega plágios/plágion relacionado aos seguintes significados: oblíquo, sinuoso, trapaceiro, astucioso, tortuoso, transversal (SAGLIO; POTTIER, 1916; BALLY, 1950).

A concepção latina do termo é encontrada na tradição romana no século II a. C. Plagium no Direito Romano é um crime correspondente às fraudes de propriedade nas relações de compra e venda de escravos.

O plagium consumava-se, quase sempre, sobre escravos libertos pelo proprietário ou sobre escravos alheios. Era um crime de corrupção, de simulação da propriedade, mediado por interesses diversos e realizado de diversas formas, sempre envolvendo apropriação desonesta, fraudulenta. Tanto quem escravizava, quanto quem se deixava escravizar, podia ser considerado culpado, dependendo de quem tenha sido a intenção de fraude. Era punido por plagium o escravo que se deixasse aprisionar sem que o seu dono soubesse, bem como o proprietário que instigasse escravo alheio a fugir ou lhe facilitasse a fuga (SAGLIO; POTTIER, 1916). Também era punido o homem livre que se fizesse vender por um cúmplice, para depois repartirem o produto da venda (CRETELLA JUNIOR, 1983). (CHISTOFE, 1996, p. 21)

Christofe (1996) explica que o uso do termo plagium como apropriação por outros de textos escritos é atribuída historicamente ao poeta Marcus Valerius Marcialis (40 a. C – 104 d. C), que em sua época reivindicou o reconhecimento de sua autoria de um texto que estava sendo apresentado por outro poeta.